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Ginga Mirim: conheça projeto de capoeira que difunde a cultura afro nas escolas do DF

O Bando Matilha, responsável pela iniciativa, realiza seu Batizado Tradicional Infantil

no mês de agosto com presença de Mestre Russo e Bumba Maria Meu Boi.

Primeiro Batizado Bando Matilha. Foto: WEBERTDACRUZ

Neste fim de semana, nos dias 05 e 06/08, o Bando Matilha Capoeira realiza as atividades de seu Batizado Tradicional Infantil, no âmbito do projeto Ginga Mirim. Na sexta, a partir das 19h, no Cine Itapuã, Gama-DF, haverá Roda Aberta de Capoeira. Já no sábado, às 14h, no Jardim de Infância 03 do Gama, realiza-se a cerimônia de batizado. O encontro contará ainda com as participações especiais de Mestre Russo, de Caxias-RJ, nas rodas, e do Bumba Maria Meu Boi de Sobradinho, na abertura dos trabalhos.

Além de formar uma nova turma de crianças, seguindo as tradições ancestrais, outro objetivo da ação também é tornar público o trabalho do Bando como mais uma forma de contribuição para a educação antirracista nas escolas.

“O projeto traz sempre novas descobertas sobre o universo das crianças da quebrada, da periferia, uma vez que esse é um trabalho que permite escutá-las com mais amplitude. Elas mergulharam na proposta, na metodologia proposta para as práticas, assim como nós entendemos melhor suas questões. Essa troca é fundamental, porque a capoeira não é a representação de um contra o outro, mas sim de um com o outro. Eliminamos de nossas práticas essa ideia de competição e promovemos a coletividade. Esse tipo de ensinamento incentiva a camaradagem, a amizade, a lealdade, enfim, o compartilhar. As questões técnicas da jogabilidade vêm com o tempo, então, o foco nessa parte inicial do projeto é promover, sobretudo, a união, para fortalecer a aprendizagem sobre a cultura afro-brasileira e a luta contra a discriminação racial”, comenta, Thalisson Marinho, professor e fundador do grupo.

Saberes e fazeres antirracistas

Uma roda de capoeira tem um poder inestimável. Propicia, além de práticas físicas evidentemente saudáveis para o corpo, o aprendizado de cantos, toques, histórias e trocas que podem contribuir significativamente para o enfrentamento da sistemática criminalização das tradições afro-brasileiras. Em se tratando do público infantil, esse trabalho ganha ainda mais força, por transmitir conhecimentos essenciais sobre a história afrodescendente no Brasil, que não constam dos livros utilizados pelo sistema educacional padrão. 

Com propostas pedagógicas como a do Ginga Mirim, o protagonismo negro que foi anulado dos registros históricos, retoma seu lugar, por meio de uma vivência singular que reúne conhecimento, entretenimento, luta, dança, música, teatro e esporte, em um único encontro. 

“Esse trabalho de difusão da capoeira entre os pequenos – como ferramenta de transformação social e histórica – não é promovido apenas no mês da consciência negra. Trata-se de uma série de ações contínuas durante todo o calendário letivo, promovido pelo Bando Matilha Capoeira. As aulas gratuitas oferecidas a essas crianças cumprem, ainda, um importante papel institucional, ao aplicar a lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que determina a obrigatoriedade de ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares”, comenta Stéffanie Oliveira, presidente do Instituto Rosa dos Ventos, que realiza o projeto, juntamente com o Bando Matilha Capoeira.

Serviço: Ginga Mirim – Batizado Tradicional Infantil do Bando Matilha.

Programação:

  • Sexta – 05/08 – Roda Aberta de Capoeira, 19h, no Cine Itapuã – Praça Lourival Bandeira, St. Leste – Gama, Brasília-DF.
  • Sábado – 06/08 – Batizado Tradicional Infantil – Jardim 03 do Gama – 14h -St. Leste EQ 3/5 AE Oeste – Gama, Brasília-DF.

Redes sociais: 

https://www.instagram.com/bandomatilha/;

https://www.instagram.com/russomestre/;

https://www.instagram.com/bumbamariameuboi/;

https://www.instagram.com/rosadosventosinstituto/.

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