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Cortejo de folia de reis visita sede da Cultura

Foto: Marina Gadelha
FAC reúne grupos de foliões do país no Encontro Nacional de Folia de Reis do DFUma viagem ao Brasil profundo, telúrico e ligado, visceralmente, às raízes tradicionais da cultura popular. Assim se resume uma das mais tradicionais festas religiosas do país, que volta ao calendário do Distrito Federal com a realização do 1º Encontro Nacional de Folia de Reis do Distrito Federal. O evento, que tem programação gratuita e ocupa, até domingo (12), o Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade conta com aporte de R$ 800 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Ao todo, são 600 foliões participantes divididos em 20 grupos representando as cinco regiões do país, simbolizando fé e alegria. “É uma das manifestações artísticas mais emblemáticas aqui do Centro-Oeste brasileiro, então a Folia dos Reis merece todo nosso apoio e atenção”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues. “É uma alegria muito grande ver que essa tradição está envolvendo novas gerações. É uma tradição que está se perpetuando e é nossa obrigação, como Estado, voltar os olhos para as pessoas que desenvolvem essa atividade”, reforça o gestor.
Para celebrar o retorno do evento, um giro itinerante, nos moldes das romarias alegres e cantantes que são realizadas pelos caminhos, veredas do sertão e roças localizadas no interior do País, com a presença de músicos, cantores, dançarinos e palhaços que visitaram alguns pontos públicos emblemáticos da cidade. A primeira parada foi na sede da Secretaria de Cultura do DF, localizada no Complexo Cultural da República. Sanfonas, violas, violões, pandeiros, chocalhos e até um berrante, em sintonia com cantos emocionantes, marcaram o encontro. “É importante para nós mostrar nossa devoção, além de ser um estímulo para os grupos de folias de todo país seguirem em frente nessa jornada de fé, música e tradição popular”, comenta João Otávio, gerente do grupo de foliões de Patos de Minas (MG), Mensageiros dos Santos Reis. “É uma tradição que não podemos deixar morrer porque faz parte da nossa cultura, uma tradição que herdamos de nossos avós e pais e que agora é repassada para nossos filhos e netos”, conta.

Foto: Hugo Lira
TRADIÇÃOSomente no Distrito Federal, há 20 grupos do gênero. Idealizador e organizador do Encontro Nacional de Folia de Reis do Distrito Federal, Volmi Batista destaca a importância de se manter acesa a chama de tradições culturais como o da Folia de Reis no DF. O dirigente agradece o apoio fundamental da Secec por meio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), essencial para garantir, entre outras coisas, alimentação, transporte e hospedagem para os grupos de folia.  “Ter a oportunidade de realizar um encontro desses, com essa manifestação, que é uma das mais importantes tradições da cultura popular brasileira, aqui no DF, tem um significado muito grande porque a gente considera Brasília uma Arca de Noé cultural”, observa. “Criamos esse encontro há mais de 20 anos e agora ele se torna nacional, com representantes das cinco regiões do país, graças ao apoio do FAC”, agradece. Uma manifestação secular nascida em Portugal, mas com referências milenares que resvala na viagem dos três Reis Magos ao Menino Jesus, a Folia de Reis era conhecida na Península Ibérica como “Festa Barulhenta”. No Brasil, a barulheira passou a ser chamada de folia, embrenhando-se pelas cinco regiões do país, misturando-as com elementos da cultura local. “Mesmo com mais de 50 anos de folia nos ombros, a gente tenta fazer o nosso melhor”, comenta Maria das Graças, presidente do grupo Folia de Reis Menino Jesus, da cidade de Brazlândia. “A nossa luta é não deixar acabar a nossa tradição, e estamos conseguindo com o apoio da Cultura”, retribui.  

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

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